Este relatório de 48 páginas documenta como a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) - dominada pelo MPLA - falhou em desempenhar o papel de órgão de supervisão nessas eleições: A comissão não tomou medidas contra violações de leis, incluindo o abuso dos mídia e recursos do Estado por parte do partido no poder, e obstruiu a acreditação de observadores nacionais.
Violência Policial e o Começo da Impunidade em Timor-Leste
Ao longo dos últimos dois anos o abuso policial tornou-se um dos problemas de direitos humanos mais preocupantes de Timor-Leste. Polícias regularmente usam força excessiva durante as detenções, e espancam os detidos quando estes já se encontram sob sua custódia. Este comportamento parece ter-se tornado tão comum que os polícias raramente tentam esconder as suas acções do público.
Desocupações Forçadas e Insegurança da Posse da Terra para os Pobres da Cidade de Luanda
O relatório de 105 páginas documenta 18 despejos em massa em Luanda levados a cabo pelo Governo angolano entre 2002 e 2006. Nestes despejos, que afectaram no total cerca de 20,000 pessoas, as forças de segurança destruiram mais de 3,000 casas, e o Governo apropriou-se de muitos pequenos terrenos cultivados.
Liberdade de Expressão e Informação sob a Nova Lei de Imprensa Angolana
Em seu relatório de 26 páginas, a Human Rights Watch analisa a nova Lei de Imprensa de Angola, em vigência desde maio deste ano. O relatório conclui que apesar dos avanços em relação à antiga lei, a nova Lei de Imprensa ainda contém elementos que põem em risco a liberdade de imprensa.
Abusos ocultos contra jovens internos no Rio de Janeiro
Na última visita da Human Rights Watch aos cinco centros de internação juvenil do Rio de Janeiro, em julho e agosto de 2003, encontramos um sistema decrépito, imundo e perigosamente superlotado. As instalações que vimos não atendiam aos mais básicos padrões de saúde ou higiene.
Este relatório documenta como crianças e adolescentes em centros de detenção juvenil no Rio de Janeiro são constantemente agredidos física e verbalmente por guardas. A maioria das reclamações de maus-tratos nunca são investigadas pelo Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (DEGASE), a instituição responsável pelos centros de detenção.
Após três décadas de guerra civil, milhares de mortos e deslocamento em massa de sua população, a morte, em Fevereiro de 2002, de Jonas Savimbi, líder da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), levou à assinatura do cessar-fogo de quatro de abril do mesmo ano e pôs um fim ao sangrento conflito angolano.