Os mandatos da maioria dos parlamentares do Haiti terminaram em janeiro de 2015, sem que houvesse eleições para substituí-los. A ausência de uma legislatura e os prolongados impasses políticos sobre as eleições prejudicaram a capacidade do governo haitiano de atender às necessidades básicas de sua população, resolver persistentes problemas de direitos humanos ou enfrentar as continuadas crises humanitárias. Até 3 de junho, apenas três por cento dos deslocados internos do país que viviam em acampamentos após o terremoto de 2010 permaneciam nessa situação. As autoridades, no entanto, deixaram de ajudar outros cerca de 60.000 deslocados internos a encontrar novos locais de moradia ou retornar a seus lugares de origem, fazendo com que muitos enfrentassem riscos ambientais ou a ameaça de expulsões forçadas. A epidemia de cólera no Haiti, que já matou mais de 9.500 pessoas e contaminou mais de 770.000 nos últimos cinco anos, apresentou mais um surto nos primeiros quatro meses de 2015, após uma queda significativa nos casos em 2014. Um controverso plano de regularização da cidadania para estrangeiros implementado na vizinha República Dominicana causou uma migração de milhares de haitianos e dominicanos de ascendência haitiana de volta ao Haiti.

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