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“Quando a epidemia do Zika surgiu houve uma explosão na mídia. Agora, essas crianças foram esquecidas”. © Private

Com três anos, Gaby tem cabelos longos encaracolados, dois irmãos, e uma cadeira de rodas que a ajuda a se locomover pela casa.

Eu conheci Carol, mãe de Gaby, pela primeira vez quando sua filha tinha por volta de 8 meses de idade. Minhas colegas e eu estávamos pesquisando os impactos da epidemia do Zika no Brasil. Gaby era a primeira bebê nascida com deficiência relacionada ao Zika, em uma pequena cidade no estado da Paraíba.

Carol segurou Gaby em seus braços enquanto ela relembrou a história de sua gravidez e os primeiros meses de vida de Gaby.

Quando Carol teve febre, dor de cabeça, e irritações na pele, em meados de 2015, ela não sabia que estava grávida. Ela tomava pílulas anticoncepcionais desde que seu filho de um ano tinha nascido. Carol tinha ouvido falar do Zika, um vírus carregado por mosquitos que se espalhava pelo nordeste brasileiro, mas os efeitos no desenvolvimento fetal eram desconhecidos. 

Gaby nasceu, em janeiro de 2016, com microcefalia, uma condição em que a cabeça do bebê é menor que o esperado e o cérebro não é totalmente desenvolvido.

“Quando a epidemia do Zika surgiu houve uma explosão na mídia”, Carol disse. “Agora, essas crianças foram esquecidas”.

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Com três anos, Gaby tem cabelos longos encaracolados, dois irmãos, e uma cadeira de rodas que a ajuda a se locomover pela casa.