Hoje se completam dois meses do assassinato da vereadora carioca e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, e de Anderson Pedro Gomes, na região central do Rio de Janeiro. Marielle destacava-se por sua atuação pública na defesa dos direitos humanos e vinha denunciando abusos associados à atuação da polícia nas comunidades do Rio de Janeiro, e acompanhando casos de vitimização policial.

A Human Rights Watch insiste na condução de uma investigação sem demoras, rigorosa e imparcial desses assassinatos, que possibilite a responsabilização de todos os envolvidos e justiça aos familiares. Marielle e Anderson foram vítimas, dentre muitas, de um sistema de segurança falido, no qual a impunidade alimenta ainda mais o ciclo de violência.

A possibilidade de agentes de segurança terem participado do crime – hipótese sob investigação segundo declaração à imprensa do Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, após vazamentos – reafirma a necessidade de que o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro convoque imediatamente o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público (GAESP), responsável pela apuração de crimes ou violações de direitos humanos cometidos por agentes da segurança pública.

Para isso acontecer, é preciso que a 23ª promotoria de investigação penal requeira a atuação do GAESP, o que não fez até o presente momento, para que participe com expertise e recursos na investigação conduzida pela polícia civil.

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