(Washington, 4 de abril de 2019) – A combinação de grave escassez de medicamentos e alimentos na Venezuela, juntamente com a disseminação de doenças nas fronteiras do país, constitui uma emergência humanitária complexa que requer uma resposta integral do Secretário Geral da ONU, disseram pesquisadores da Faculdade Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins e da Human Rights Watch em relatório divulgado hoje. Durante a presidência de Nicolás Maduro, as autoridades venezuelanas mostraram-se incapazes de conter a crise e, na realidade, a exacerbaram por meio de esforços para suprimir informações sobre a escala e a urgência dos problemas.

O relatório de 71 páginas, “Emergência Humanitária na Venezuela: Resposta da ONU em Grande Escala é Necessária para Enfrentar a Crise de Saúde e Alimentos”, documenta o aumento do número de mortes maternas e infantis; a disseminação sem controle de doenças evitáveis por vacinas, como o sarampo e a difteria; e aumentos acentuados na transmissão de doenças infecciosas na Venezuela, como malária e tuberculose. Os dados disponíveis mostram altos níveis de insegurança alimentar e desnutrição infantil, bem como de internações hospitalares de crianças desnutridas.