O governo da Venezuela tem atacado aqueles que criticam seus esforços inefetivos para aliviar a escassez de alimentos e de medicamentos essenciais enquanto a crise do país persiste, afirma a Human Rights Watch em um relatório publicado. Governos regionais deveriam pressionar o governo do presidente Nicolás Maduro a adotar medidas imediatas para lidar melhor com a profunda crise humanitária, o que inclui explorar formas de contar com maior ajuda internacional.

O relatório de 73 páginas, intitulado “Crise Humanitária da Venezuela: Escassez Severa de Medicamentos e Alimentos, Resposta Inadequada e Repressora do Governo” (em espanhol, “Crisis humanitaria en Venezuela: La inadecuada y represiva respuesta del gobierno ante la grave escasez de medicinas, insumos y alimentos”), documenta como a escassez tem tornado extremamente difícil o acesso de muitos venezuelanos a assistência médica essencial ou o atendimento das necessidades básicas de suas famílias. O governo venezuelano tem procurado minimizar a gravidade da crise. Embora as próprias iniciativas do governo para aliviar a escassez não tenham tido sucesso, os esforços para receber assistência humanitária internacional, que poderiam estar prontamente disponíveis, foram limitados. Enquanto isso, o governo tem intimidado e punido críticos, incluindo profissionais da saúde, defensores dos direitos humanos e venezuelanos comuns que têm denunciado a escassez.