Há uma crescente tendência global de confrontar os abusos de autocratas que dominam as manchetes, disse hoje a Human Rights Watch no lançamento de seu Relatório Mundial  2019. Dentro da União Europeia, nas Nações Unidas e ao redor do mundo, coalizões de Estados, frequentemente com apoio de grupos da sociedade civil e protestos populares, estão pressionando contra populistas contrários a direitos.

No Relatório Mundial 2019, de 674 páginas, sua 29ª edição, a Human Rights Watch analisou práticas de direitos humanos em mais de 100 países. Em seu capítulo introdutório, o diretor executivo Kenneth Roth escreve que a grande notícia do último ano não é a continuação das tendências autoritárias mas sim a crescente oposição a elas. Essa resistência pode ser vista em esforços para resistir a ataques à democracia na Europa, prevenir massacres na Síria, trazer justiça a perpetradores da limpeza étnica contra muçulmanos rohingya em Myanmar, impedir o bombardeamento e bloqueio liderado pelos sauditas contra civis iemenitas, defender a duradoura proibição de armas químicas, convencer o presidente da República Democrática do Congo Joseph Kabila a aceitar limites constitucionais aos mandatos e demandar uma investigação completa do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.