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Lula é Incentivado a Desempenhar Papel em Direitos Globais
(Nova York, 10 de fevereiro de 2004) — O Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva deveria usar de seu prestígio internacional para tornar-se um paladino global dos direitos humanos, afirmou hoje a Human Rights Watch.

Em carta ao Presidente Lula, a Human Rights Watch ressaltou que, no primeiro ano do seu mandato, o Brasil já se tornou um líder na luta pela proteção dos direitos das minorias sexuais, e que foi o Presidente quem pessoalmente levantou as questões da pobreza e da fome na agenda global. A organização também elogiou a postura do Brasil relacionada à Corte Criminal Internacional e à obtenção de medicamentos anti-retrovirais para pessoas que vivem com HIV/Aids a preços mais acessíveis.  
 
Ao mesmo tempo, a Human Rights Watch declarou-se desapontada pela omissão do Brasil diante da Comissão dos Direitos Humanos da ONU em condenar abusos na Chechênia, em Cuba e no Turcomenistão e pela relutância do Presidente Lula em mencionar abusos cometidos em países que visitou como o Egito, a Líbia, a Síria e Cuba.  
 
"Lula tem a credibilidade necessária para tornar o Brasil um líder na luta pelos direitos dos povos em todo lugar," declarou José Miguel Vivanco, Diretor Executivo da Divisão das Américas da Human Rights Watch, acrescentando: "Mas ele precisa fazer declaraçoes mais coerentes, independentemente de suas alianças políticas. Com razão, o Brasil criticou a seletividade da administração de Bush e por isso mesmo não deveria render-se a consideraçoes semelhantes."  
 
A Human Rights Watch fez um apelo a Lula para usar tanto o novo assento do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, como a sua própria voz na defesa dos direitos universais quando e onde quer que forem infringidos, “sejam as detençoes arbitrárias em Guantânamo, os crimes de guerra na Chechênia, ou o racismo na Europa.  
 
No ano passado, o Brasil apresentou uma resolução inovadora à Comissão dos Direitos Humanos da ONU, conclamando os Estados-membros a protegerem os direitos de todos os seus cidadãos independentemente da orientação sexual dos mesmos. Com a Comissão dividida, a resolução foi adiada no último momento. Este ano, o Brasil está fazendo pressão a nível mundial para conseguir passar essa resolução na próxima reunião o da Comissão que terá lugar em Genebra entre março e abril.  
 
Para ler a carta da Human Rights Watch ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visite http://www.hrw.org/portuguese/press/2004/lula_carta.html.  

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