IV. Metodologia
Entre Março de 2008 e Março de 2009 uma pesquisadora da Human Rights Watch visitou três vezes a província de Cabinda (capital e município de Cacongo) e realizou entrevistas aí, em Luanda e noutros sítios. A pesquisadora entrevistou pessoalmente, por telefone ou email 60 pessoas, incluindo advogados, membros de grupos religiosos e organizações da sociedade civil, activistas, jornalistas, diplomatas e funcionários do governo, militares, polícias e funcionários do sistema judicial. Em Março de 2009, a pesquisadora também realizou entrevistas de grupo e individuais com 20 pessoas detidas na prisão do Yabi, em Cabinda, que tinham sido acusadas de “crimes contra a segurança do Estado” e crimes relacionados. As entrevistas com os reclusos foram realizadas livremente, sem interferência ou presença de funcionários do governo. Contudo, em Março de 2009 representantes do governo provincial e das forças armadas foram menos abertos a entrevistas da Human Rights Watch, do que tinham sido antes. Em resposta a pedidos oficiais de entrevista, a maioria afirmou estar indisponível. A pesquisadora também consultou documentação relativa aos processos judiciais. As iniciais dos reclusos cujos relatos são citados foram alteradas para não pôr em causa a sua segurança.
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