February 24, 2009

II. Metodologia

 

Entre Março e Setembro de 2008, pesquisadores da Human Rights Watch visitaram Angola em três ocasiões. Realizaram trabalhos de pesquisa na capital, Luanda, e nas províncias de Huambo, Bié, Benguela e Cabinda.

 

A Human Rights Watch decidiu focar a atenção nas províncias de Huambo, Bié e Benguela porque como bastiões do principal partido da oposição, UNITA, nas eleições de 1992, estas tinham sido palco de intensos combates durante a guerra civil que se seguiu a essas eleições, e a Human Rights Watch estava preocupada com elevados níveis de violência política nessas áreas desde o o fim da guerra civil em 2002.

 

O enclave de Cabinda foi escolhido porque os eleitores aí se tinham em grande maioria abstido nas eleições de 1992 devido ao sentimento popular separatista, e porque uma rebelião separatista ainda por resolver – apesar dum acordo de paz assinado em 2006 – colocavam um desafio particular à realização de eleições credíveis.

 

Os pesquisadores da Human Rights Watch realizaram entrevistas formais e informais no terreno, por telefone e por email, com mais de 200 pessoas, incluindo membros do partido no poder, MPLA, e partidos da oposição, representantes de ONGs locais e internacionais, líderes religiosos, jornalistas, advogados, activistas dos direitos humanos e outros. Ao nível provincial e municipal, os pesquisadores da Human Rights Watch foram recebidos por funcionários dos órgãos de gestão eleitoral, administradores locais, a polícia e militares. Além disso, os pesquisadores da Human Rights Watch também se reuniram com representantes diplomáticos angolanos e analisaram declarações oficiais do governo, assim como relatórios e documentos de ONGs locais e internacionais, partidos políticos e dos mídia locais.

 

A maioria dos entrevistados pediu que os seus nomes não fossem tornados públicos.